Cuidados com a pele

Psoríase: Sintomas, Tipos e Cuidados para o Controle da Condição

Dra. Liz Franzotti Lima - CRM 143502, RQE 153231 · 11 de agosto de 2026

A psoríase é uma condição inflamatória crônica da pele que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora seja frequentemente associada apenas a lesões cutâneas, ela é uma doença sistêmica imunomediada, o que significa que está relacionada ao funcionamento do sistema imunológico. Por se manifestar de forma visível, a psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e no bem-estar emocional dos pacientes. Compreender a natureza dessa condição é o primeiro passo para buscar o manejo adequado e obter o controle dos sintomas.

É fundamental esclarecer que a psoríase não é contagiosa. Não há qualquer risco de transmissão pelo toque, compartilhamento de objetos ou convivência diária. Desmistificar essa questão é essencial para combater o estigma social que muitas vezes envolve os indivíduos diagnosticados com a doença.

O que é a psoríase e quais são suas causas?

A psoríase ocorre devido a uma aceleração no ciclo de renovação celular da pele. Em circunstâncias normais, as células da pele se desenvolvem nas camadas mais profundas e sobem gradualmente até a superfície, onde se desprendem. Esse processo leva cerca de um mês. Em pacientes com psoríase, esse ciclo é drasticamente acelerado, ocorrendo em poucos dias. Como resultado, as células se acumulam rapidamente na superfície cutânea, formando placas espessas e descamativas.

As causas exatas da psoríase ainda não são totalmente compreendidas, mas a ciência aponta para uma combinação de fatores genéticos e imunológicos. Sabe-se que linfócitos T (um tipo de célula de defesa do organismo) tornam-se ativos de forma inadequada, desencadeando respostas inflamatórias que estimulam a produção rápida de novas células da pele e a dilatação de vasos sanguíneos locais.

Principais tipos e sintomas na pele

A manifestação clínica da psoríase pode variar significativamente de uma pessoa para outra, tanto em termos de localização quanto de gravidade. Os tipos mais comuns incluem:

  • Psoríase em placas (ou vulgar): É a apresentação mais frequente. Caracteriza-se por lesões avermelhadas, bem delimitadas, cobertas por escamas prateadas ou esbranquiçadas. Costumam surgir nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e região lombar.
  • Psoríase gutata: Manifesta-se por pequenas lesões em formato de gotas, geralmente associadas a infecções de garganta prévias por estreptococos. É mais comum em crianças e adultos jovens.
  • Psoríase invertida: Apresenta-se como manchas vermelhas e inflamadas que surgem principalmente em áreas de dobras cutâneas, como axilas, virilhas e abaixo das mamas. Por ficarem em áreas úmidas, geralmente não apresentam descamação prateada.
  • Psoríase ungueal: Afeta as unhas das mãos e dos pés, provocando alterações como depressões cupuliformes (pequenos furos), descoloração, espessamento e descolamento da unha (onicólise).
  • Psoríase pustulosa: Forma mais rara, caracterizada pelo rápido aparecimento de bolhas com pus (pústulas) não infecciosas sobre a pele inflamada.

Além das lesões visíveis, os sintomas físicos podem incluir coceira, sensação de queimação, dor local e, em casos de lesões mais espessas, rachaduras na pele que podem sangrar.

Fatores de gatilho e prevenção de crises

Embora a psoríase seja uma condição crônica, ela costuma apresentar períodos de remissão (quando os sintomas desaparecem ou diminuem) e períodos de exacerbação (crises). Diversos fatores externos e internos podem atuar como gatilhos para o surgimento ou piora das lesões:

  • Estresse emocional: É um dos gatilhos mais frequentemente relatados pelos pacientes, podendo desencadear crises ou agravar o quadro existente.
  • Clima frio e seco: A falta de umidade e a menor exposição à luz solar durante o inverno podem ressecar a pele e propiciar o aparecimento de placas.
  • Traumas na pele: Lesões como queimaduras solares, cortes, picadas de inseto ou atrito constante podem desencadear o surgimento de lesões de psoríase no local afetado (fenômeno conhecido como fenômeno de Koebner).
  • Infecções: Infecções bacterianas ou virais, como amidalite ou infecções respiratórias, podem ativar o sistema imunológico e piorar a pele.
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool: Hábitos de vida pouco saudáveis estão associados a uma maior gravidade da doença e a uma menor resposta aos tratamentos.

Abordagens terapêuticas e cuidados dermatológicos

O tratamento da psoríase visa reduzir a inflamação, controlar a proliferação celular e melhorar a qualidade de vida do paciente. Como as manifestações variam amplamente, a abordagem terapêutica deve ser estritamente individualizada e conduzida por um médico dermatologista.

As opções disponíveis na medicina dermatológica atual incluem:

1. Tratamento tópico: Indicado principalmente para casos leves a moderados. Envolve o uso de cremes, pomadas e loções aplicados diretamente sobre as lesões. Entre os agentes utilizados estão os hidratantes corporais específicos para manutenção da barreira cutânea, queratolíticos para remoção das escamas, e medicamentos anti-inflamatórios prescritos pelo médico.

2. Fototerapia: Utilização de radiação ultravioleta (UVA ou UVB) sob supervisão médica estrita. A exposição controlada ajuda a diminuir a velocidade de crescimento das células da pele e reduz a inflamação local.

3. Tratamentos sistêmicos convencionais: Para casos moderados a graves, podem ser indicados medicamentos orais que atuam regulando a resposta imunológica e a proliferação celular.

4. Terapias biológicas (imunobiológicos): Medicamentos modernos injetáveis que agem diretamente em proteínas específicas do sistema imunológico envolvidas no processo inflamatório da psoríase.

Alem do tratamento médico, cuidados diários como manter a pele bem hidratada com produtos adequados, evitar banhos excessivamente quentes e demorados, e não tentar arrancar as escamas da pele são fundamentais para a preservação da barreira cutânea.

Conclusão

A psoríase é uma condição complexa que exige acompanhamento contínuo e uma abordagem médica humanizada e personalizada. Embora não haja uma cura definitiva, os avanços na dermatologia oferecem hoje inúmeras alternativas capazes de controlar os sintomas com eficácia, devolvendo o conforto e a autoestima ao paciente.

Qualquer suspeita de psoríase deve ser investigada por meio de uma consulta médica presencial. O autodiagnóstico e a automedicação representam riscos significativos e podem agravar o quadro clínico. Para uma avaliação detalhada e um plano de cuidados individualizado em São Paulo, agende uma consulta com a Dra. Liz Franzotti Lima (CRM 143502, RQE 153231).

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Agende sua avaliação: (11) 3046-3690

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